Apesar da inclinação para a vida política, Platão acabou seguindo o caminho da filosofia. Após a morte de Sócrates, seu mestre, Platão é aconselhado a deixar Atenas e passa um tempo em Mégara com outros seguidores de Sócrates. Depois disso, ele faz diversas viagens, incluindo uma ao sul da Itália em busca de contato com a escola pitagórica, e uma ida a Siracusa, na Sicília, a convite do rei Dionísio I.
Em Siracusa, Platão viveu na corte e acabou se indispondo com Dionísio, o que resultou em sua deportação e venda como escravo na ilha de Egina. Mais tarde, ele retornou a Atenas e fundou a Academia, uma escola de filosofia que se tornou o principal centro de educação intelectual da cidade. Na Academia, Platão ensinava matemática, astronomia, botânica, medicina e, principalmente, filosofia, dedicando-se à formação do autêntico filósofo. A Academia é considerada o embrião da ideia de universidade, e até hoje os estudantes universitários são chamados de "acadêmicos".
Além das aulas públicas, havia a formação filosófica propriamente dita. Em suas instalações, alunos de toda a Grécia formava uma comunidade voltada para a busca do saber. Para ser membro efetivo da Academia e ter acesso aos ensinamentos mais profundos, Platão fazia uma exigência: "Não entre, se não souber geometria". A Academia também foi um exemplo de democratização da educação, com aulas gratuitas e a aceitação de mulheres como alunas.

Muito bom o artigo
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